sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Joel Macedo fala sobre Woodstock, o apogeu das tribos dos anos 60

Por Daniel Levi

Joel Macedo, jornalista e escritor, começou sua carreira trabalhando no extinto jornal Última Hora. Era o ano de 1968, e Joel, então com 20 anos, se envolveu com os movimentos estudantis, já que tinha amigos naquela liderança. Utilizou várias vezes o exercício jornalístico em prol de sua crença de liberdade, chegando a usar o carro do jornal para permitir que líderes pudessem escapar da polícia.

Até que o cerco se fechou, foi decretado o AI-5 e Joel embarcou para os Estados Unidos, iniciando uma carreira internacional. Uma vez lá, “desbundou” com o movimento hippie e, logo após, largou o jornal. Joel começou a levar o hippie way of life e fez uma imersão total. Tão grande que fez com que sua mulher voltasse para o Brasil e o deixasse por lá.

Joel aproveitou tudo o quanto pôde, abusando em todos os sentidos. Presenciou, in loco, o fim do sonho, admitido por Lennon. Foi a festivais, conheceu muita gente, se divertiu e, principalmente, aprendeu para valer. E essa é a história – ainda que romanceada – de seu recém-lançado livro, “Albatroz”. Ficcional e autobiográfico, o romance trata do encontro das tribos durante os anos 60. O ápice deste movimento – e deste momento histórico – foi, sem dúvida, o Festival de Woodstock.

Música de lado – se é que podemos deixar de lado artistas como Jimi Hendrix, The Who, Janis Joplin, Santana, Crosby Stills & Nash etc -, a celebração sem precedentes de amor livre, do uso de drogas e da paz foi tão surpreendente que os responsáveis liberaram geral depois que algumas cercas foram derrubadas por pessoas sem ingressos.

Com 350 mil pessoas numa fazenda, toda a área ao redor ficou inexpugnável. Ninguém conseguia mais entrar, nem sair, já no segundo dia do festival. A comida havia acabado, assim como a água, e o mestre de cerimônia anunciava: “- Cuidado com o ácido! Estão passando ácido ruim! Cuidado, comprem outro”. Com a guerra do Vietnã explodindo, em um festival totalmente anti-Guerra do Vietnã, helicópteros do exército eram saudados quando chegavam com mantimentos, aos anúncios de “Eles sacaram também, bicho”.

Que Joel sacou, não há a mínima dúvida. No vídeo, Joel fala sobre sua carreira, sua vida na Califórnia, sobre o movimento hippie, Woodstock, “Albatroz”, e otras cositas más. Foi um prazer entrevistá-lo, e muito doloroso ter que deixar de fora quase 25 minutos de material. Longe de serem suficientes, os 9 minutos do vídeo, entretanto, servem para que, quem não o conhece, passe a conhecer Joel Macedo.

Com a palavra, Joel:

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2 comentários:

Cahmy disse...

como entrar em contato por email com o Joel?

hamilton.quelha@gmail.com

Unknown disse...

Muito interessante! Saber da história que hoje pode ser contada por quem vivenciou...isso é muito bom!