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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Aconteceu em Woodstock - Já nas livrarias

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Conheça o livro que conta a história real do concerto que marcou uma geração

Enviado por Aniele Xavier - Editora BestSeller / Grupo Editorial Record

Quando Jimmy Hendrix, Janis Joplin, The Who e mais 500 mil pessoas reuniram-se numa fazenda no interior do estado de Nova

York para o maior show da História, não imaginavam o que levara o evento a ser realizado. Em uma narrativa emocionante e autobiográfica, Elliot Tiber, o homem que tornou possível o Festival de Música e Arte de Woodstock, conta como um problema financeiro familiar fez nascer o que foi anunciado como “uma exposição aquariana”, que defendia os ideais de paz, amor e liberdade, contra a violência da Guerra do Vietnã, durante o verão de 1969.

No Livro Aconteceu em Woodstock, Elliot Tiber aborda dilemas pessoais, como sua sexualidade e a conturbada relação com a mãe, enquanto revela os bastidores do evento que marcou uma geração. Até a realização do festival, Elliot Tiber lutava para evitar a falência do decadente hotel da família na pequena cidade de Bethel, no estado de Nova York. Parecia uma missão impossível, pois a clientela judia que frequentava o local durante as férias havia descoberto a Flórida, e a indústria do turismo na região estava praticamente falida.

Elliot morava na cidade de Nova York, onde estudava e trabalhava, mas nos fins de semana dirigia-se a Bethel, no interior, para cuidar do hotel El Monaco e de seus pais, com os quais quem travava uma relação delicada. Para aumentar o fluxo de visitantes da cidade, ele produzia pequenos eventos culturais na propriedade de beira de estrada.

Elliot tinha uma jornada dupla: em Nova York, era um designer de interiores gay; em Bethel, um jovem empresário que não despertava suspeitas sobre sua homossexualidade. Porém, no verão de 1969, tudo mudou de forma inimaginável. O bairro de Greenwich Village tornou-se o epicentro do movimento pelos direitos dos homossexuais; Tiber conheceu figuras como Marlon Brando, Truman Capote e Tennessee Williams; e, quando soube que os organizadores do Woodstock foram proibidos pelos governantes de realizar o festival numa cidade vizinha, ele viu que tinha nas mãos a grande chance de se livrar do fardo que era o El Monaco, evitar a falência e dar uma virada em sua vida. Aconteceu em Woodstock é a divertida e real história do homem que, ao tornar possível a realização do show que marcou uma geração, aprendeu a assumir suas escolhas e descobriu o valor do amor-próprio.

Elliot Tiber é escritor e produziu diversas obras cômicas premiadas para teatro, cinema e tevê. Foi professor de redação e atuação da New School University and Hunter College, em Nova York, e, como humorista, paraticipou de programas da CNN, NBC, CBS e de diversas emissoras na Europa e na Ásia. Atualmente, Tiber apresenta o show Wodstock Daddy, vive entre a Califórnia e Nova York e está produzindo o festival Gaystock.

Tom Monte publicou diversos livros sobre saúde e colabora para veículos como Life, Saturday Evening Post, Natural Health e Chicago Tribune. Além disso, faz palestras e realiza workshops sobre cura e bem-estar nos Estados Unidos e na Europa. Ele vive com a esposa e os três filhos em Massachusetts.

O livro está a venda nas melhores livrarias por R$ 34,90

sábado, 6 de dezembro de 2008

Woodstock imortalizado em forma de museu

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Por Caroline Brandão Guerra
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Para os que não tiveram a oportunidade de vivenciar o festival de Woodstock, o Museum at Bethel Woods, situado exatamente na fazenda onde há 39 anos ocorreu o festival, reúne uma série de artefatos para explorar a experiência singular do maior evento de contracultura dos anos 60 e o auge da era hippie.
A compra da fazenda, em Bethel Woods, Nova York, há dois anos por Alan Gerry, magnata local e dono de uma rede de televisão a cabo nacional, permitiu o investimento de 100 milhões de dólares para a construção do museu e seus anexos, inaugurado em 2 de junho de 2008. Segundo seus idealizadores, a iniciativa visa promover o desenvolvimento turístico de uma região atingida pelo desemprego.
Quatro décadas após os “hippies”, os atuais “yuppies”, "flower children" e as gerações futuras poderão tomar conhecimento de como foram os três dias de música, paz, amor e lama. O museu conta com fotos, ônibus pintados com motivos do “Flower Power”, filmes da época, displays interativos e uma sala de cinema com surround-sound, onde é transmitido o filme "Woodstock: The music". Além de destacar os ideais de uma época marcada pela oposição à Guerra do Vietnã, que dividia o país.
Artie Kornfeld, porta-voz da Woodstock Preservation Alliance, lamentou a construção, acreditando que o comércio prevaleceu sobre os ideais preservados na época, onde o dinheiro e o poder eram abominados. “Durante anos a organização vinha fazendo campanhas para que o local em que foi realizado o festival - a fazenda de Max Yasgur - fosse preservado”, comenta Kornfeld.
Os interessados em conhecer o museu pagam 13 dólares. Pessoas com mais de 65 anos, faixa que deve incluir muitos dos que assistiram à Feira de Música e Arte de Woodstock, pagam 11 dólares.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Serguei, o anjo maldito

Conheça a história e veja a entrevista exclusiva do BLOOGSTOCK
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Texto: Gisele Bastos de Souza

Aos 75 anos, comemorados em 08 de novembro, o carioca e ex-comissário da Varig, Sérgio Augusto Bustamante, o Serguei, é mais do que um cantor veterano do rock nacional. Serguei é uma lenda viva, e não por sua voz. Ficou conhecido quando, em 1967, subiu na estátua do Pequeno Jornaleiro, na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, para dar vivas ao rock e à liberdade de imprensa em pleno regime militar. Fama mesmo veio pelo fato de ter tido um “affair” com a diva americana Janis Joplin, no final de 1969.
Depois de gravar alguns compactos, finalmente lançou o primeiro LP aos 57 anos, com produção do popular Michael Sullivan. No repertório, Satisfaction, dos Rolling Stones; Help dos Beatles, Summertime e Mercedes-Benz de sua musa Janis Joplin. Desde 1982, vive em Saquarema. Desfila até hoje de peruca loira espetada e lentes azuis, espalhando paz e amor e muitas histórias...
Rio de Janeiro, 1971. O roqueiro Serguei encontra com sua ex-namorada Janis Joplin em frente ao Hotel Copacabana Palace, onde ela estava hospedada, e os dois caminham até a Rua Prado Júnior, para ver sua apresentação na boate Holliday, com a atriz Darlene Glória. De repente, Janis se ajoelha na calçada e grita: "Have a pen?". Em seguida, ela desenha sobre o zíper da calça dele um coração com a frase: "Serguei and Janis Joplin - love". Após sua morte, Serguei procurou a velha calça listrada de azul e branco quando, então, ouviu da mãe: "Aquela toda rabiscada? Dei para os pobres".
Sérgio Augusto Bustamante, conheceu a fama quando o compacto Alucinações de Serguei estourou nas rádios, em 1965. Desde então, gravou dez discos, o último em 1991, pela BMG, após elogiada apresentação no festival Rock in Rio II. Oito anos depois, Serguei voltou à cena com o lançamento da biografia Serguei - O Anjo Maldito, de João Henrique Schiller. E planeja lançar seu primeiro CD, Rota 66, com participações de Evandro Mesquita e Roberto Frejat.
Filho de um executivo da IBM, Domingos Bustamante, e da dona de casa Heloísa, Serguei nasceu no Rio de Janeiro e foi criado com os mimos de filho único. "Aos 12 anos disse a meu pai que queria morar nos Estados Unidos, pois não suportava viver num país do terceiro mundo", conta. Foi morar com a avó materna, Lia Anderson, em Long Island, Nova York, onde participou de festivais estudantis.
De volta ao Brasil, em 1955, trabalhou no Banco Boavista, de onde foi despedido. "Ficava amarradão andando de elevador para baixo e para cima”. Foi, então, para a aviação, onde trabalhou como comissário de bordo na Lloyd Aéreo, Cruzeiro do Sul, PanAir e Varig. "Depois de servir passageiros, íamos para a cauda do avião e eu imitava a Dalva de Oliveira e o Elvis Presley", lembra. Na Varig, teve sua segunda demissão. "Estava em Madri e era folga. Pus um perucão maravilhoso e fui dançar. Depois de beber, pulei em cima da mesa onde estava a atriz Gina Lollobrigida, puxei-a pelos quadris, dançamos e tomamos um banho de sangria", diverte-se. Na saída, bêbado, brigou com o dono da boate. "Quando cheguei ao Rio, tinha um relatório na mesa do chefe", conta.
De volta aos Estados Unidos‚ em 1963, ele morou no Village, em Nova York, e cantou em bares. Com suas performances, roupas extravagantes e o rebolado, agradava ao público. "Pouco estudei música", diz. "Mas canto, grito, pulo e requebro”. Nessa época, conheceu Janis Joplin, freqüentou a casa de Jim Morrison, líder do The Doors; foi a Woodstock e viu Jimi Hendrix. "Éramos movidos a incensos e Jack Daniel's", conta.
Quando o pai adoeceu, em 1973, Serguei voltou ao Brasil. A família mudou-se para Saquarema, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, aonde o roqueiro vive. "Fiquei com ele até o fim", conta. "Lia para ele, fazia sua barba”. Há quatro anos, perdeu a mãe. Hoje, não tem rotina, fora os 45 abdominais diários. "Sou vaidoso. Fui um dos primeiros brasileiros a usar interlace nos cabelos", diz ele. Garante que não usa drogas e não abre mão de sua, nada convencional, preferência sexual. Além de homens e mulheres, disse que já transou até com uma árvore.
Muito ligado à natureza, Serguei reside em uma casa que ele mesmo denominou "Templo do Rock". Lá recebe visitantes e mostra objetos, fotos de ídolos e de momentos da sua vida. E é de Saquarema que ele parte para alguns shows pelo Brasil, trabalho que o sustenta há quase 40 anos. Faz shows no Norte e no Nordeste. "Num mês razoável, ganho de R$ 3 mil a R$ 4 mil ", conta. O único rendimento certo são os dois salários mínimos que recebe do INSS como autônomo. Serguei ostenta o título de artista oficial do grupo de motoqueiros Hell's Angels no Brasil. Sua discografia é distribuída para integrantes do Hell's no mundo. Na única vez em que andou de moto, porém, caiu e ficou uma semana no hospital, com um coágulo na cabeça.
Quando o mundo fervia em mudanças, protestos e novos comportamentos, Serguei não flertava com a Jovem Guarda e muito menos com a Bossa Nova, apesar da simpatia pelo Tropicalismo. Ele estava mesmo é sintonizado com a psicodelia que explodia com o 'verão do amor'. Neste clima ele gravou 'Eu Não Volto Mais' (falando no perigo da bomba atômica), 'As Alucinações de Serguei', 'Maria Antonieta Sem Bolinhos' (um clássico!) e 'Sou Psicodélico'. Em 69, gravou o compacto 'Alfa Centauro/Aventura', acompanhado do grupo carioca The Cougars, lançado pelo selo 'Orange', que flertava com a tropicália, mas sem perder a 'acidez' psicodélica. Em 1970, lança o compacto com 'O Burro Cor-de Rosa' e 'Ouriço', produzido por Nelson Motta, com sugestivas letras que lhe renderam alguns "pepinos" com a ditadura.
Desde então, gravou esporadicamente, com destaque para o compacto 'Hell's Angels do Rio' e 'Ventos do Norte', com a banda Cerebelo, lançado em 1983. No ano seguinte, vem mais um compacto com 'Mamãe Não Diga Nada ao Papai' e 'Alergia', produzido por Hernam Torres.O primeiro e único LP veio somente em 1991, depois de uma elogiada apresentação no Rock in Rio II. No disco, além de originais, estão covers para clássicos do rock, como 'Satisfaction', dos Rolling Stones, e uma hilária versão para 'Roll Over Beethoven', que virou 'Rolava Bethânia'. Assim como os compactos, a íntegra do LP permanece inédito em CD.

Woodstock: uma expressão na moda

Por Alessandra Diamante Buregio

O festival de Woodstock de 1969, ditou moda que repercute até os dias atuais. Woodstock influenciou milhares de pessoas a adotar o visual hippie como forma de comportamento, contestação e atitude. Em 1969 o estilo hippie teve a sua maior exposição global com Woodstock, festival que tem sua memória viva, que completa 30 anos.
São 30 anos que o estilo hippie é adotado como moda sempre em alta tendenciosa em qualquer estação do ano. É uma moda que nunca sai de uso e que sempre faz remetir à sua época que foi lançada, consequentemente Woodstock.
Em Woodstock, a moda deu um salto, os primeiros hippies contraculturais rejeitavam o consumismo e olhavam para o Oriente como inspiração religiosa. A devoção a culturas e religiões exóticas foi absorvida também nas roupas. O Oriente exerceu influência e sedução e sob forte inspiração étnica, ciganas, túnicas indianas, estampas florais e símbolos da paz se misturavam ao básico americano, como o jeans e a camiseta.
O domínio foi do “Flower-Power-Hippie” onde os jovens vestiam jeans bordados de flores, pantalonas tipo “Oxford” e saias longas vaporosas até o chão.
Os hippies valorizam o artesanato, a onda do feito à mão valorizou tinturas especiais como o “tie-die” e os trabalhos de “patchwork”. Os sapatos e bolsas tinham aspectos artesanais, próprios de culturas não industrializados. A admiração pelo artesanato manual rende bem até hoje nas feiras hippie como na conhecida feira em Ipanema aos domingos no Rio de Janeiro.
O grande lema da contracultura “Faça amor não faça guerra” influenciou ditando moda. Entre túnicas batik, micros e maxi saias, o jeans surrado e cheio de enfeites era soberano de preferências.
A onda do anti-consumismo deixou os cabelos crescerem em desalinho. Moços e moças usavam os cabelos longos, repartidos ao meio com ar angelical. Os hippies elegeram os brechós como alternativa para agregar ao visual, lembranças nostálgicas dos anos 20 e 30, como os chapéus desabados, veludos e estolas de pluma que viravam manias e muito copiados quando Janis Joplin ou Jimmi Hendrix usavam. Os cantores eram grandes difusores e ditadores da moda.
Para as mulheres, a moda passou a ser romântica e despojada, com cabelos desalinhados, saias longas ou curtíssimas com inspiração indiana, batas e estampas florais ou multicoloridas.
A roupa masculina deixou de ser formal e ganhou toques coloridos e psicodélicos (influência do uso da droga ácido). Próxima ao corpo, tem lapelas largas nos casacos e calças boca-de-sino. As camisas ganham estampas florais inspiradas em ídolos do rock psicodélico. Esta década transformou a roupa masculina, deixando-as mais coloridas e estilizadas.
A moda nessa época tinha uma silhueta romântica, sonhadora e natural. A estética era da flor e do amor. A característica básica dessa moda foi o uso da cor.
Importante enfatizar que introduziu o estilo unissex e seu gosto pelo colorido estava associado à cultura psicodélica. As roupas eram, em geral, estampadas e faziam alusão aos símbolos do movimento paz e amor, além de flor e motivos orientais.Woodstock foi um acontecimento histórico muito importante para moda, onde são usados muitas de suas referências e nas passarelas brasileiras como os vestidos até os pés e a volta das calças com boca larga são uma referência da década de 60. A moda é expressão e atitude e Woodstock é um dos maiores símbolos de movimento de uma geração e por isso a moda hippie foi e continua sendo destacada na história de costumes

Woodstock 89

Por Yuri Vieira

Para comemorar 20 anos de Woodstock, foi realizado em agosto de 1989 o "Woodstock '89" no mesmo local e na mesma data, dia 15 de agosto.

O evento foi muito mais modesto do que o de 69, atraindo cerca de 30 mil fãs e com a presença de bandas modestas. Os nomes mais conhecidos foram Wavy Gravy e Al Hendrix, pai de Jimi Hendrix. Também foram três dias de programação com direito a eclipse lunar da noite do dia 16 para 17.

Na parte financeira, os responsáveis tentaram cobrar cinco dólares pelo estacionamento e algumas pessoas vendiam camisas do evento, mas praticamente foi inexistente o comércio, fato marcante nas edições 94 e 99 do festival.
Com relação a estrutura, "Woodstock '89" não foi promovido e quem chegou ao local, a princípio, achou que não haveria show, pois o palco, a iluminação e os participantes foram chegando junto com o público. Comidas e bebidas não foram vendidas e os próprios intérpretes tiveram que trazer os seus suprimentos.

Dados sobre o Festival:

* Pessoas que assistiram: 400.000
* Pessoas que dizem que foram ao festival: 1.000.000
* Assistentes esperados pelos organizadores: 60.000
* Cálculo do número de pessoas da polícia de Nova Iorque: 6.000
* Número de pessoas para as quais estava calculado o sistema de áudio: 20.000
* Ingressos vendidas: 186.000
* Pessoas que não conseguiram chegar: 250.000
* Número de habitantes do povoado de Bethel, lugar do concerto: 2.366
* Disparos de escopeta no ar, feitos pelo fazendeiro Ben Leon, chateado com o ruído do rock: 10 * Percentagem de consumidores de maconha: 90
* Portões de acesso ao festival: 2
* Preço pago a Max Yasgur para alugar sua fazenda para o concerto: $50.000
* Idade média dos organizadores do concerto: 25
* Meses de organização do festival: 6
* Pessoas que podiam ter morrido eletrocutadas por causa das torres de iluminação e som se os raios no meio da chuva as tivessem atingido: 100.000
* Número de vezes que é mais tóxica a maconha atual se comparada a de Woodstock: 10-20
* Número de mortes: 3 (uma por overdose de heroína, outra por apendicite e outra ao ser atropelado e arrastado por um trator.).
* Nascimentos no concerto: 2
* Comunicado de pessoas perdidas: 4
* Horas que tocou Richie Havens, artista que abriu o concerto: 2
* Tempo mais curto entre o final de uma apresentação e o começo da seguinte: 40 minutos, o mais longo: 120 minutos.
* Tempo para percorrer de carro a distância de 158 km entre Nova York e White Lake: 8 horas * Quilômetros de caminhada dos que abandonaram seus veículos em White Lake devido ao congestionamento do tráfego: 24
* Quilômetros entre Bethel e Woodstock: 80
* Quilômetros do congestionamento próximo ao festival: 27
* Preço da entrada por três dias: $18
* Preço de um dormitório: $1
* Preço de uma porção de pães ou 1 litro de leite: 10 cents
* Salsichas e hambúrgueres consumidos no primeiro dia: 500.000
* Preço de uma dose de ácido ou mescalina: 40 cents
* Preço de 30 gramas de maconha: 15 cents
* Preço de um tanque de gasolina: $30
* Minutos de espera para tomar banho ou para usar um banheiro: 20
* Nudistas presentes no festival: 200
* Espera para fazer um chamada telefônica: 5 minutos
* Número de telefones públicos: 60
* Telefonemas de longa distância feitos no primeiro dia do festival: 50.000 * Número de banheiros portáteis: 600
* Coletores de lixo: 0
* Ônibus enviados de Nova Iorque: 65
* Número de médicos: 18; enfermeiras: 36; Pacientes atendidos: 6.000
* Número adicional de médicos trazidos desde Nova Iorque: 50
* Casos de internação por "viagem com LSD": 400
* Casos de pneumonia: 1
* Comas diabéticos: 1
* Traqueotomias: 3
* Pessoas presas por posse de droga: 133
* Pagamento por hora dos operários que construíram o palco: $1,60
* Largura do palco: 24m
* Preço da fiança para liberar os presos por posse de drogas: $20.000
* Policiais voluntários: 150
* Número de policiais contratados fora de seu horário de serviço, por 50 cents ao dia, além de 100 comissários locais: 346
* Policiais que renunciaram no primeiro dia do concerto: 346
* Vacas que andavam soltas nos três dias do concerto, entre os assistentes: 450
* Pessoas que acamparam: 100.000
* Quilos de comida enlatada, sanduíches e frutas enviadas em helicóptero: 650
* sanduíches preparados pelo Grupo de Mulheres do Centro Comunitário Judeu de Monticello e distribuídos pelas irmãs do Convento Santo Tomás: 30.000
* Panelas de arroz com cenoura e uvas passas, preparadas pela Hog Farm Commune, no sábado às 3 da manhã: 51
* Preço avaliado em 1989 do cartaz original do concerto:$.2500
* Portadores de ingresso que tiveram o dinheiro devolvido por não conseguir chegar até o concerto: 4.062
* Preço atualmente pago por um ingresso original do concerto: 8.000
* Pessoas que se retiraram antes da apresentação de Jimi Hendrix, que foi o último a se apresentar: 320.000
* Percentagem de filhos de uniões livres na geração de Woodstock: 27%
* Estimativa original do custo do festival: $500.000
* Custo real revisado posteriormente: $2.400.000
* Cheques devolvidos dos organizadores: $600.000
* Meses entre a apresentação de Hendrix e sua morte: 13
* Meses entre a apresentação de Janis Joplin e sua morte: 14
* Número máximo de pessoas ante as quais Joe Cocker já havia se apresentado antes de Woodstock: 300
* Processos legais ao festival: 80

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Programa Oficial do Festival de Woodstock 69

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Por Diego Augusto Gomes Barbosa

Sexta-feira, 15/08/1969

- Richie Havens - 17:07 h (abertura);
- Country Joe McDonald (solo);
- John Sebastian;
- Swami Satchadinanda ( guru Indiano);
- Bert Sommer - aproximadamente às 20:00 h;
- Sweetwater; - Tim Hardin - aproximadamente às 21:00 h;
- Ravi Shankar – apresentação foi interrompida às 22:35 devido à chuva;
- Melanie;
- Arlo Guthrie;
- Joan Baez.

Sábado, 16/08/1969
- Quill - 12:15 h;
- Keef Hartly;
- Santana - aproximadamente às 14:30 h
- Tocou "Soul Sacrifice" e aí então é que realmente começou o segundo dia de Woodstock; - Mountain;
- Canned Heat;
- The Incredible String Band;
- Grateful Dead;
- Creedence Clearwater Revival;
- Janis Joplin;

madrugada de domingo
- Sly and the Family Stone - 1:30 h;
- The Who - 3:00 h;
- Jefferson Airplane - 8:30 h.

Domingo, 17/08/1969
- Joe Cocker - 14:00 h;
- Country Joe and the Fish;
- Ten Years After - 20:00 h;
- The Band - 22:30 h;
- Blood, Sweat and Tears - 00:00 h;

madrugada de segunda feira
- Johnny Winter;
- Crosby, Stills and Nash (and Young) - 3:00 h;
- The Paul Butterfield Blues Band;
- Sha-Na-Na;
- Jimi Hendrix - às 8:30 fez a inesquecível interpretação do hino nacional americano. Jimi tocou para as 30 mil pessoas que resistiram até o final. A “Woodstock Feira de Música e Arte” foi encerrada oficialmente às 10:30 h da manhã de segunda feira,18/8/1969

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Depois de 40 anos de Woodstock

Aqui todos vão saber o que aconteceu com algumas bandas que participaram do Festival de Woodstock em 1969.

Por Tatiana Souza, Tábata Uchoa, Lara Voges e Bruna Mayor

Depois de 40 anos, muita c oisa mudou, alguns continuam na ativa, outros decidiram deixar a carreira de lado e há aqueles que "partiram dessa para melhor" (ou pior!)

Confiram o destino das bandas e cantores:

ARLO GUTHRIE
Guthrie nasceu em 1947 em Nova Iorque, e é filho do cantor e compositor de folk Woody Guthrie. Ele cresceu cercado por vários músicos e dançarinos como Pete Seeger, Ronnie Gilbert, Fred Hellerman e Lee Hays (The Weavers), Leadbelly, Cisco Houston, Ramblin' Jack Elliott, Sonny Terry e Brownie McGhee, e todos eles serviram de inspiração e influencia para sua carreira musical. Seu primeiro show foi aos treze anos e logo ficou envolvido com a cena musical dos anos 60.
Ele presenciou a transição da música e de uma geração anterior de cantores de baladas, como Richard Dyer-Bennet, para uma nova era; com cantores e compositores como Bob Dylan, Jim Croce e Joan Baez. Sua canção mais famosa é “Alice’s Restaurant”, que dura 18 minutos e 34 segundos na sua versão original e foi lançada em 1967. A música é um protesto contra a guerra do Vietnã e deu origem a um filme de mesmo nome.
Como suas músicas eram muito longas, ele foi banido de muitas rádios, mas fez uma apresentação memorável no festival de Woodstock.
Após participar do festival de Woodstock, Arlo continuou sua carreira e, em 1976 o seu álbum “Amigo” recebeu cinco estrelas da Rolling Stones, sendo provavelmente o seu trabalho mais bem recebido. Em 1975, durante um concerto beneficiente em Massachusetts, Arlo e sua banda tocou Shenandoah em público pela primeira vez. Eles chegaram a fazer um tour e tocaram juntos dos anos 70 até um pouco antes dos anos 90. Apesar de terem um bom desempenho, a banda não teve tanto sucesso quanto Arlo teve tocando solo. E assim eles acabavam tocando muitas das músicas de Guthrie, que eram as mais pedidas.
Além de cantor e compositor, Arlo também se arriscou como ator. Ele fez aparições em diversos filmes, e ficou mais conhecido por sua atuação no filme “Alice’s Restaurant”. Também co-estrelou um drama feito para a televisão chamado “Birds of Paradise”.
Link para Arlo Guthrie tocando “Alice’s Restaurant”: http://www.youtube.com/watch?v=b8DtpdXZi0M

BERT SOMMER
Bert Sommer nasceu no dia 7 de fevereiro de 1949. Ele era um músico americano que começou a carreira sendo vocalista de uma banda de rock barroca, compondo músicas para a banda The Vagrants e gravando um compacto simples em 1967, chamado And Suddenly/Ivy, Ivy. Graças a esses trabalhos no início da carreira, Berto Sommer foi descoberto pelo empresário Dominic Sicília, e em novembro de 1967 fez a sua primeira apresentação de divulgação do álbum Road to travel, gravado em 1968.
Além disso, Bert participou de um teste para o elenco do musical Hair, da Broadway. Bert Sommer era amigo do produtor musical Artir Kornfeld, que estava por trás das preparações do Festival de Woodstock, que ajudou Bert a subir no palco do grande festival. Ele tocou no primeiro dia, mas a sua carreira não teve grandes sucessos. Bert Sommer morreu no dia 23 de julho de 1990.

Blood, Sweat & Tears
Blood, Sweat & Tears foi formada em Nova Iorque em 1967, por Al Kooper, Jim Fielder, Fred Lipsiues, Randy Brecker, Jerry Weiss, Dick Halligan, Steve Katz e Bobby Colomby. No ano seguinte, Al Kooper deixou os companheiros levando consigo o saxofonista Randy Brecker. Poucas semanas mais tarde, a banda gravou seu álbum de estréia, "Child Is Father To The Man", que foi lançado em junho do mesmo ano.
A banda passou por muitas mudanças nesses 40 anos de existência e teve vários nomes em sua formação, tais como Chris Albert, Don Alias, Dave Bargeron, Randy Bersen, Randy Brecker, Forrest Buchtel, Bruce Cassidy, Bobby Colomby, Jim Fielder, Barry Finnerty, Vern Dorhge, Bobby Economou, Joe Giorgianni, Dick Halligan, Jerry Hyman, Steve Katz, Steve Khan, Tony Klatka, Fred Lipsius, Tom Malone, Lou Marini jr, Richard Martinez, Ron McClure, Jaco Pastorius, David Piltch, Robert Piltch, Earl Seymour, Mike Stern, Neil Stubenhaus, Lew Soloff, Bill Tillman, Georg Wadenius, Jerry Weiss, Larry Willis, Chuck Winfield, David Clayton-Thomas, Al Kooper, Jerry Fisher, Jerry LaCroix.
A grupo atualmente conta com cinco artistas - Steve Jankowski, Bobby Colomby, Teddy Mulet, Jeff Lorber e Jens Wendelboe; sendo que apenas Bobby restou da formação original. Os integrantes garantem que não deixaram sua essência de lado e continuam apostando no misto de jazz, rock e uma pitada de música eletrônica. Afirmam ainda que continuam sendo um sucesso para o público da nova geração.

Site oficial: http://www.bloodsweatandtears.com/index.html

CANNED HEAT
O grupo ganhou espaço na história do rock com a sua participação no Monterey Pop Festival em 1967, onde também tocaram artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin e The Who. Em seguida, participaram do Festival de Woodstock em 1969, e foi depois disso e do lançamento de seu segundo disco que a banda realmente estourou.
Fundada por Alan Wilson e Bob Hite, a banda era formada também por Henry Vestine, Larry Taylor e Adolfo de la Parra. O nome Canned Heat foi dado por Bob Hite, a partir de um álbum gravado por Tommy Johnson, em 1928.
O segundo álbum “Boogie with Canned Heat” foi o maior sucesso comercial da banda, principalmente pela música “On the Road Again”.
O grupo tocou por dois dias no Fillmore East, em Nova Iorque, antes de tocarem em Woodstock em agosto. A música “Going up the Country” se tornou praticamente um hino do festival e foi incluída no CD triplo de Woodstock, mas infelizmente pouco antes da liberação de Woodstock – O Filme, a Warner reduziu doze minutos do original, e as apresentações de Canned Heat e Jefferson Airplane foram cortadas. Algum tempo mais tarde foi lançado um “novo” filme de Woodstock sem esses cortes, e a performance da banda pôde finalmente ser apreciada.
Em 1970, com a morte prematura de Alan Wilson, aos 27 anos, a fase clássica da banda chega ao seu final. Ainda há controvérsias sobre a causa da morte, fala-se em overdose de drogas, e que poderia ter sido suicídio.
A formação da banda passou, então, por diversas mudanças e o irmão de Bob, Richard Hite, entrou em 1971. O Canned Heat continuou tocando e, em 1981, perdeu o seu outro fundador, Bob Hite, que morreu de ataque cardíaco após uma apresentação. As mortes não param por aí e Henry Vestine morreu em 1997, na França ao final de uma turnê européia.
Com todas essas mortes o Canned Heat está sob a liderança de Adolfo de la Parra, e seu último álbum, intitulado Friends in the Can, foi lançado em 2003. A banda continua na ativa e sempre será lembrada por seus sucessos das décadas de 60 e 70.

CARLOS SANTANA
Em 1961, o então desconhecido Santana se mudou do México para San Francisco (EUA) e lá, pouco tempo depois, fundou a Santana Blues Band. Ele tocou em várias casas de sucesso em sua turnê e virou um fenômeno com a sua incrível performance no festival de Woodstock. Desde então ele nunca diminuiu o ritmo.
Na época do festival o grupo era formado por: Carlos Santana na guitarra, Gregg Rolie nos teclados e voz, David Brown no baixo, Michael Shrieve na bateria, Jose Áreas e Michael Carabello na percussão. Eles estavam lançando o álbum intitulado “Santana” e na turnê de divulgação passaram por Woodstock, fato que aumentou muito a popularidade do guitarrista.
Após 1971 a banda se desfez e desde então Santana contou com a participação de vários artistas para continuar sua turnê. Em 1977 tocou com outra personalidade do Festival de Woodstock, Joan Baez, na “Soledad Prision”. Entre os artistas com os quais Santana já fez parceria estão Steven Tyler, Shakira, Tina Turner e Eric Clapton.
Membro do “Hall da fama do Rock and Roll” Santana já vendeu mais de 90 milhões de álbuns e já ganhou dez Grammys. O álbum Supernatural, de 1999, foi um fenômeno de vendas e bateu o recorde de nove Grammys. A música “The Gama of Love”,do álbum Shaman, também recebeu um Grammy. São inúmeras as premiações de Santana, e em 2004 ele recebeu o prêmio “Person of the Year” da Latin Recording Academy.
Santana tem também uma longa história no ativismo social contribuindo com seu tempo, e também com fundos, para causas humanitárias. Ele fundou, junto com sua esposa Deborah Santana, a Milagro Fundation em 1998. A Milagro apóia organizações promovendo o bem-estar de crianças nas áreas de saúde, educação e artes.
Em 2006 ele esteve no Brasil e fez shows nas principais cidades brasileiras. No mesmo ano, Santana participou do “Rock in Rio Lisboa”, na mesma noite em que Roger Waters se apresentava.
Em uma declaração sobre as novas edições do Festival de Woodstock, Santana disse que apenas em 1969 houve um festival. As outras edições, segundo ele, não passaram de um evento para promover campanhas de bebidas alcoólicas.

Creedence Clearwater Revival
Mesmo antes de acontecer o festival de Woodstock, a banda já tinha o reconhecimento do público e da crítica. Mas foi após sua apresentação no evento que o grupo ganhou ainda mais força e, em 1970, lançou o compacto "Travellin' Band/Who'll Stop the Rain" e, através dele, conquistou o seu quinto disco de ouro e fez sua primeira turnê pela Europa.
Após cinco discos de platina e oito de ouro, em 1971, Tom Fogerty abandona o grupo para seguir carreira solo. Os outros integrantes decidem continuar como um trio, começando uma grande turnê pelos EUA e logo em seguida uma pela Europa. É lançado o décimo primeiro disco, "Sweet Hitch-Hicker / Door to Door", que ainda atinge o topo das paradas.
Em seguida, o disco de maior sucesso é lançado “Cosmo's Factory”, que vende mais de três milhões de cópias. Porém, no final de 1972, a banda anuncia seu fim. Apesar disso, todos os membros voltaram a tocar juntos em um projeto solo de Tom Fogerty em 1974.

EDGAR WINTER
Edgar Winter começou a carreira muito jovem, ao lado do irmão Johnny Winter. Suas músicas incluíam gêneros como jazz, blues, rock e pop. Além de cantor, Edgar compôs diversas músicas e coleciona mais de 20 álbuns durante seus anos de carreira.
O artista fez diversas participações em programas de TV, inclusive dando opiniões sobre política. Seu mais recente trabalho é um DVD, em que pode ser encontrado também um documentário de 30 minutos com o "modesto" título: "Edgar Winter: The Man and His Music".
Hoje, com 64 anos, vive em Beverly Hills com sua esposa e a cadelinha. E acreditem, o cara continua a se apresentar por aí!
Site oficial: http://www.edgarwinter.com/
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JANIS JOPLIN
Logo após sua participação no festival de Woodstock, Janis Joplin formou um novo grupo, com mais influências de blues, e lançou um novo disco – “I Got Dem ‘Ol Kozmic Blues Again, Mama”, em setembro de 1969. O resultado do álbum na mídia foi diversificado nos EUA, mas na Europa o trabalho foi integralmente aclamado pela crítica. Com o novo trabalho e as novas turnês, Joplin, que havia deixado as drogas em 1968, voltou a ser usuária da heroína e a consumir álcool excessivamente. Para ela, as substâncias aumentavam o poder artístico de criatividade e ajudavam a enfrentar os problemas da depressão que a artista possuía. Finalmente, Janis Joplin reconheceu que precisava de ajuda e então, parou mais uma vez de usar drogas. Nesta época, ela formava a terceira banda de sua carreira, o “Full Tilt Boogie Band”, que trazia sons mais populares e profissionais. Durante este período, Joplin sentia que havia finalmente encontrado o seu estilo único de tocar blues e, enquanto gravava seu próximo disco “Pearl”, em 1970, ela voltou a usar heroína. Janis Joplin morreu no mesmo ano, de overdose, aos 27 anos. A artista nunca chegou a ver seu disco lançado. Mesmo com sua morte, o trabalho foi realizado e em 1971 chegou às lojas. O álbum ganhou disco de ouro, platina e platina triplo. Seu disco de melhores músicas – “Greatest Hits” – ainda atinge os primeiros lugares da lista da Billboard. Muitos álbuns foram lançados após sua morte, assim como muitos documentários de TV foram realizados. Atualmente, sua história é enredo para dois projetos de filmes contando sua biografia.
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JOAN BAEZ
Joan “apareceu” no Festival de Newport em 1959 com apenas 18 anos, sendo a grande revelação do festival. Depois disso lançou um disco que teve um sucesso moderado e que chamava atenção pelo ótimo repertório, mas os seus próximos discos “Joan Baez Vol. 2” e “Joan Baez in Concert”, lançados respectivamente em 1961 e 1962, ganharam discos de ouro. Desde cedo o seu engajamento na política se refletia em suas canções, que muitas vezes eram canções de protesto. Aos poucos a cantora folk se tornou uma celebridade e ficou muito conhecida no meio estudantil e político, além de participar de inúmeros festivais. O namoro com o cantor e compositor Bob Dylan, que terminou em 1965, trouxe também uma parceria musical e muitas composições de seu namorado foram parar em seus shows e discos. Foi assim que Joan ajudou a promover a carreira de Dylan. Pouco antes de estourar no festival de Woodstock, Joan se casa com o militante e pacifista David Harris, o que é mais um fato a se refletir em sua vida musical. Antes de começar a sua apresentação em Woodstock, Joan faz um grande discurso contra a guerra do Vietnã, e sobre seu marido, que estar preso por resistência à guerra.
O seu último CD foi lançado nos Estado Unidos em setembro de 2008 e se chama “Day after Tomorrow”. Também foi muito comentado o apoio que Joan deu a Barack Obama nessas últimas eleições presidenciais. Joan gravou mais de 50 álbuns e suas viagens pelo mundo inteiro repercutem tanto musicalmente quanto pelo respeito que Joan tem aos direitos civis, e é considerada um exemplo de cidadã. Atualmente ela mora na Califórnia com sua mãe, que tem 93 anos, em uma confortável casa com muitas plantas e verde.
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JEFFERSON AIRPLANE
O maior lançamento da banda foi no ano seguinte ao do festival, em 1970, também marcado pela saída do vocalista Martin Balin. Em 1973 o Jefferson Airplane lançou seu segundo álbum ao vivo, contando com uma nova formação e no ano seguinte, uma coleção chamada “Early Flight” foi o último disco oficial da banda. Em 1996 o Jefferson Airplane entrou para o “Hall da Fama do Rock and Roll”. Algumas compilações e remasterizações foram lançadas após isto, sendo a última em 2005, “The Essencial Jefferson Airplane”.
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JOE COCKER
Após o festival de Woodstock, como muitos de seus contemporâneos, Joe Cocker teve uma série de complicações por conta do uso de drogas e álcool. Esta situação acabou atrapalhando a carreira do artista, que só retornou aos palcos na década de 80. Cocker obteve enorme sucesso e reconhecimento da mídia e se manteve assim até os anos 90, eternizando canções como "Up Where We Belong", "You Are So Beautiful", "When The Night Comes" e "Unchain My Heart". A música “Unchaim My Heart” teve maior sucesso no Brasil, por ter sido tema da novela “Sassaricando”, da Rede Globo. Além desta canção, o reconhecimento de Cocker na TV brasileira contou com muitas outras, sendo autor do tema de abertura da série “Anos Incríveis”, e a regravação do sucesso “Never Tear Us Apart”, da banda INXS, fez sucesso como trilha sonora na novela “Coração de Estudante”, da mesma emissora. No ano de 2007, Joe fez uma participação especial no musical “Across the Universe”, quando cantou “Come Together”, dos Beatles.
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JOHN SEBASTIAN
John Sebastian nasceu no dia 17 de março de 1944, em Nova York. Durante toda a infância, John foi influenciado pelos pais, que costumavam freqüentar o Greenwich Village e eram envolvidos com música. John não surpreendeu quando tornou-se membro da Even Dozen Jug Band, tocando guitarra e outros instrumentos. Durante a juventude trabalhou com grandes nomes como Fred Neil, Tim Hardin, Mississipi John Hurt, Judy Collings e Bob Dylan. John participou de vários festivais, inclusive Woodstock, e passou a fazer trilhas para filmes dos diretores Francis Ford Coppola e Woody Allen. Nas décadas de 70 e 80, gravou novas canções, agradando seus fãs e conquistando admiradores. Em 1993, John lançou um livro para crianças e até hoje está envolvido com música. Recentemente, John passou a fazer parte de um grupo de compositores em Washington, para fazer campanha em prol da National Musica Publisher's Association. Hoje em dia, podemos ouvir suas músicas em filmes, programas de tv, além de programas de rádio e documentários. Ainda costuma tocar com a John Sebastian and the J-Band.
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MELANIE SAFKA
Cantora e compositora, sua música foi reconhecida primeiro na Europa, principalmente na França onde “Bobo’s Party” ficou nas paradas de sucesso por várias semanas. Foi no mesmo ano, 1969, que Melanie participou do festival de Woodstock. Há rumores de que, por ser “desconhecida” até então, Melanie teve que apresentar sua carteira de motorista e dar uma “canja” do seu hit “Beautiful People” na entrada para provar quem era, já que nem crachá de artista ela tinha. Dizem também que ela só se apresentou por ser amiga do produtor Lang. Melanie compôs a música “Lay Down (Candles in the Rain)”, de grande sucesso nos Estados Unidos e na Europa, inspirada por seu show em Woodstock, quando inúmeras velas foram acesas. Mais uma curiosidade sobre a participação de Melanie em Woodstock é que ao perceber que tocaria para uma multidão, ela ficou muito nervosa e com uma forte crise de tosse. A tosse era tão alta que uma vizinha da barraca ao lado lhe mandou uma xícara de chá calmante. A vizinha em questão era ninguém menos que Joan Baez. Desde a sua apresentação em Woodstock, Melanie vem lançando ao menos um disco por ano, e a maior parte desses álbuns foi produzido por seu marido, Peter Schekeryk, com quem teve dois filhos.

O amor “dá show” em Woodstock

Por Samuel Paes de Luna

Nos três dias em que a paz e a música foram celebradas, apesar das confusões no acesso ao Festival de Woodstock e dentro dele, quem brilhou mesmo foi o “amor”. Dentre pouco mais de 260 músicas executadas pelos 33 artistas, que se apresentaram no palco do evento, pelo menos 180 composições falavam de amor, das relações humanas entre homem e mulher, amigos e familiares; do amor que pode transformar o mundo.
Já no primeiro dia do evento, a banda Sweetwater, sexta atração do show, com Why oh why e o cantor Bert Sommer, logo em seguida, com as composições Things Are Going my Way e Jennifer
destacaram a paixão pela mulher amada, o amor incondicional, um sentimento de tal força sem explicação:

“You know that my love for you is strong, you went dreaming me
on you baby all the day. Time is right, it cannot be wrong
to see that I love him.
I love her, I love her (what
can do me) me I love her, I do me
to I love.”
(Why oh why – Sweetwater)


“Você sabe que meu amor por voce é forte. Você vem sonhando comigo o
dia inteiro querido. A hora é certa, não pode estar errada para ver que eu o
amo. Eu a amo, eu a amo (o que posso fazer) eu me faço para eu amar.”

Desciam e subiam artistas naquele palco e o que predominava nas performances musicais era o que se referia ao maior sentimento do coração. A banda Mountain, no segundo dia do festival, em "For yasgur’s farm" cantou um sonho de amor onde a vida se completava com o amor do outro, de tal forma que duas vidas se tornavam uma e tudo que se via e conhecia era amor.
Na seqüência das apresentações do segundo dia, uma das maiores referências musicais de Woodstock, Janis Joplin, fez sua parte na defesa do amor, entre outras composições, com "As good as you've been to this world", em que sugeria amar cada vez mais, viver o quanto puder a vida amorosa, amar como ama a mãe, como ama o irmão, os familiares, os amigos:
“Live your loving life,
Live it all the best you can(…)
Alright, the way you love your mother,
The way you love your sister, your brother…”
(As good as you’ve been to this world – Janis Joplin)

“Viva sua vida amorosa
Viva-a da melhor maneira que possa
sim, do jeito que você ama
sua mãe do jeito que você ama sua irmã, seu irmão”

Outros temas como política, igualdade, luta por direitos, liberdade, união, paz, família e guerra foram muito cantados nos três dias em Woodstock como o exemplo das canções Handsome Johnny por Richie Havens, I feel like I'm fixin' to die rag(next stop Vietnam) por Country Joe McDonald, ambas narram e criticam indiretamente cenas da guerra do Vietnã e a política americana. Também fugindo ao “tema mais tocado” as letras Let's Work Together cantada por Canned Heat e When You Find Out Who You Are e Invocation pela The Incredible String Band pregavam a mensagem por um mundo melhor, através da força interior, pela paz e união:

Come on mothers throughout the land
pack your boys off to Viet Nam
come on fathers don't hesitate
send your sons off before it's too late
and you can be the first ones on your block
to have your boy come home in a box”
(I feel like I'm fixin' to die rag/next stop Vietnam – Country Joe
McDonald)


“Vamos mães, pela terra.
Levem seus meninos para o Vietnã.
Vamos pais, não hesitem,
Enviem seus filhos antes que seja tarde demais,
E vocês podem ser os primeiros no seu quarteirão (bairro)
A receber o seu menino dentro de uma caixa”

No terceiro e último dia e não diferente dos anteriores, “o grande tema imprevisto” para o festival pôde ser ouvido também pela banda Country Joe and The Fish na música Thing called love em que alguém promete a pessoa amada algo que dinheiro no mundo não pode comprar, que está bem profundo no coração: o doce amor:

“Deep in my heart, babe, the feelin' is there,
'Cause I got somethin' money can't buy…
I got love, love, I said love,
Sweet love, love, yeah!”
(Thing called love – Country Joe and The Fish)


“No fundo no meu coração, querido, o sentimento está.
Pois eu tenho algo que o dinheiro nao pode comprar...
Eu tenho amor,amor, eu disse amor,
Doce amor, amor yeah!”


Encerrando o último dia e também o Festival de Woodstock de 1969, a atração considerada também como uma das maiores referências desse evento, o cantor Jimi Hendrix. Ele cantou, abrindo sua apresentação, Message to love. Nessa canção Jimi fala de amor próprio, de acreditar em si mesmo para melhorar e ser feliz:

“Find yourselef first
And then your tool
I said find yourself first
And then your talent”
(Message to love – Jimi Hendrix)

“Encontre-se primeiro
E depois suas ferramentas
Eu disse, encontre-se primeiro
E depois o seu talento”
Há quarenta anos, um espetáculo de música de três dias reuniu mais de 400 mil pessoas e provou que a união, a paz, a busca por um mundo melhor e, sobretudo, o amor tem poder de transformar nossa sociedade e com essas mensagens tornou-se um marco de grandes mudanças numa geração extremamente engajada e consciente do seu papel social.